AGRADECIMENTOS
Sempre que eu penso em agradecimentos, a primeira referência que me vem à mente são os agredecimentos do ex-boxeador Adílson Maguila Rodrigues após cada uma de suas lutas, independente do resultado. Ninguém era esquecido: desde o seu João do Açougue, passando pela mãe, os primos, o tio da lotérica e o Sílvio Santos ou o Luciano do Vale (dependia de qual dos dois o estava empresariando). No auge de sua carreira, os agradecimentos de Maguila tornaram-se folclóricos e caricatos e, de certa forma, uma marca de simpatia do nosso quase grande boxeador peso-pesado.
Hoje chegou a minha vez de agradecer, e a lista é extensa. Eu, como Maguila, não contei com a vantagens de uma vida fácil e tranquila, muito menos com uma origem social que não trouxesse dificuldades, que por vezes pareciam insuperáveis, na minha trajetória. Quem não pode contar com a sorte ou com o conforto só tem esperanças se puder contar com a ajuda dos amigos e de pessoas que, muitas vezes sem motivo aparente, ajudam-nos com desprendimento. Comigo não poderia ser diferente. Minha aprovação no Instituto Rio Branco foi fruto do meu esforço, sem dúvidas, fruto de centenas de horas de transpiração, algumas poucas de inspiração e da ajuda de muitas pessoas que cruzaram o meu caminho nos últimos três anos.
Antes de tudo, agradeço ao grande Alexandre ZEN Dias Rodrigues, com quem estudei para o CACD desde de 2005 e dividi horas e horas de leitura, finais de semana inteiros dentro de bibliotecas, e que foi o responsável por termos acesso a quase totalidade da bibligrafia do concurso pelas bibliotecas da UFRGS. Ele ainda não chegou lá, mas é so uma questão de tempo. Agradeço a minha amiga Mônica Zimmer, que em 2006, quando eu fui eliminado ainda na primeira fase, se deu ao trabalho de ouvir minhas lamentações durante uma noite inteira e me impedir de desistir quando me disse que "tu não é um idiota que fica tentando as coisas se não consegue nunca" e, na mesma ocasião, enfrentou uma batalha sangrenta contra um morcego malvado. Agradeço aos meus amigos de escola, que sempre acreditaram mais em mim do que eu mesmo acreditava. Agradeço à Flávia Westphalen, minha ex-colega de faculdade e minha professora de inglês, responsável pela nota milagrosa e jamais sonhada que fiz na prova este ano. Agradeço à Joice Welter Ramos, minha professora particular de português, que em cerca de um ano acabou com meus vícios literários de escrita e moldou meu estilo de escrita para o concurso, ela também responsável pelo meu grande resultado na prova deste ano. Agradeço aos professores do Curso Clio: João Daniel, Daniel Souza, Paulo Velazco, Stephan Huges, Telmo Ribeiro e Guilherme Bystronsky. A equipe do Clio foi responsável por alguns dos meus desmepenhos mais espetaculares e inesperados, com ênfase em Poítica Internacional e Direito. Agradeço aos meus grandes amigos Nil Castro e Raimundo Seixas, que durante as turbulências do concurso e desventuras em série da minha vida me receberam em suas casas em Brasília, me aturaram durante semanas e acompanharam a minha agonia na reta final. Agradeço ao Nil mais uma vez pela confiança quase cega na minha aprovação e pela alegria com meu resultado, tão grande que parecia ser maior do que a minha. Pena que com a minha aprovação ele não vai pagar a aposta de nadar pelado no espelho d'água do Itamaraty. Agradeço mais uma vez ao Raimundo, que no dia TPS amarrou no meu braço uma fita do Senhor do Bom Fim e disse pra que eu tirasse só quando o desejo se realizasse. Deu certo. Não sou um homem de fé, mas com certeza mal não me fez e não me custa agradecer. Agradeço à minha amiga Clara Cerqueira, que nos últimos dois anos me deu todo o tipo de apoio possível, desde apoio moral até fichamentos de livros, provas, exercícos de cursos e de professores particulares, informações sobre o Insituto Rio Branco e, principalmente, pelo seu fichário de exercícios de inglês que me rendeu 13 sobre 15 no resumo. Agradeço ao João por todas as ajudas que me deu quando meu computador tinha problemas. Agradeço ao Thomaz pelos livros emprestados, pelas aulas sobre DIDH e por ser um colorado sempre pro perto pra ouvir as merecidas piadas. Agradeço a Bruno Oliveira pela correção de dezenas de redações de inglês e tantas outras ajudas que me deu na preparação, ainda que pelo MSN. Agradeço também à Larissa Siqueira, que corrigiu muitas das minhas redações de inglês.
O último dos agradecimentos específicos,e o mais importante, é para a minha namorada Lígia Paixão, alguém que me deu todo o apoio que eu precisava, de material a emocional, que confiou na minha capacidade e que suportou todas as conseqüências de se relacionar com alguém que precisava estar com a atenção voltada para outor lado e não pode retribuir a contento tudo que ela merecia no longo e duro período do concurso. Sei que sem ela eu jamais teria chegado aonde cheguei este ano. Além do meu amor, ela tem minha gratidão eterna.
Agradeço a todos os meu amigos. Não posso listar todos aqui, mas a torcida de todos foi sempre um estímulo na minha caminhada. Agradeço às pessoas que me subestimaram e continuam me subestimando, porque a cada vitória que alcanço tenho o prazer de dar boas risadas maléficas. Agradeço a todos os professores que tive ao longo da vida, desde o Colégio Caldas Júnior, subúrbio de Porto Alegre, até a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, principalmente às professoras Léa Masina e Gilda Bittencourt, que me acompanharam no Mestrado. Agradeço ao sistema público de educação da Brasil, que me possibilitou chegar até aqui, onde tive toda a minha formação do jardim de infância à pós-graduação. Agradeço ao IPA pela biblioteca 24 horas em Porto Alegre, que me possibilitou estudar nos finais de semana com as devidas condições. Agradeço a Paulo Odone e Mano Menezes por ter devolvido a diginidade ao Grêmio e me dado alegrias e emoções que me mantiveram confiante de que o que parece impossível pode ser feito.
Agradeço a meu pai por ter me inspirado o gosto pelos livros. Infelizmente, ele não viveu o suficiente para me ver chegar até aqui, mas tenho certeza de que se orgulharia da minha trajetória.
Ufa. Acho que era isso. Sintam-se todos agradecidos, os diretamente citados ou não. A torcida de todo mundo, a favor ou contra, a confiança ou o desprezo, sempre foram combustíveis pro meu esforço. Espero que eu possa retirbuir a todos tudo que fizeram por mim e que no futuro eu tenha ainda mais a agradecer. Posso não ser o Maguila, mas me sinto como se tivesse vencido a luta contra o Hollyfield por nocaute no primeiro round.
Abraço a todos. O futuro começa agora.
Escrito por Aureliano Buendia às 04h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|