FILMES
Eu estava precisando dar uma folga pra minha cabeça e me dedicar a um dos maiores prazeres da minha vida: cinema. Andava tão desatualizado que loquei vários dvds pro final de semana, alguns dos quais de filmes que eu vergonhosamente não asssiti quando estavam em cartaz nos cinemas de Porto Alegre. Dos sete filmes que assisti neste final de semana, quatro deles merecem comentários e recomendações. Vejamos...
MANDERLAY: Acho que não preciso discutir os talentos de Lars Von Trier como diretor. Apesar de não contar com o mesmo elenco de Dogvile, Manderlay é uma continuação que não deixa nada a desejar. A concepção cenográfica não é mais novidade e a narrativa não traz mais nenhuma supresa formal, mas mesmo assim o filme é uma das melhores produções do último ano. Não importa o ângulo em que o filme seja analisado, seja pelo ponto de vista político, seja pelo ponto de vista ontológico, somos instados a refletir, pensar e repensar nossos preconceitos, valores e comportamentos. Vale a pena ser visto mesmo que você só goste de blockbusters.. he he
V DE VINGANÇA: Excelente, espetacular, incrível, fantástico. Quantos adjetivos mais eu poderia usar pra definir este filme? Incontáveis. Não sei até que ponto estou condicionado pelo meu gosto pela temática da vingança (já que o rancor corre nas minhas veias e é o meu maior defeito, creio eu), mas não posso deixar de expressar a minha satisfação com este filme. O impacto piscológico é forte, a reflexão é presente, a história é dinâmica, o roteiro é bem montado, a atenção é seduzida durante todo o filme (em muito me causou sensações parecidas com Old Boy, embora as tramas em nada se pareçam). Eu nem sabia que baseava numa história em quadrinhos e isso não me pareceu relevante, já que a história não parece hermética e não exige um pré-conhecimento dos personagens ou da trama. Não percam a oportunindade de assiti-lo porque os pordutores de Matrix não perderam o talento...
CARÁTER: Filme holandês vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2002. Conta a história da relação do jovem Jacob Wilem Katadreuffe e seu pai, o famoso e cruel oficial de justiça Drevernhaven, na Amasterdam dos anos vinte. O filme faz pensar muito sobre nossos valores de amizade, amor fraterno, amor romântico, cultura, educação... Uma história emocionante que merece ser vista. Angustiante e ao mesmo tempo redentora, a história do jovem Katadreuffe me fez chorar (acho que sou muito suscetível à temática paternal).
O CORTE: Costa Gravas dispensa apresentações. Se você não o conhece, uma brave pesquisa no google pode demonstrar o gênio que ele é. O filme em questão tem um alto nível de excelência. Diante do esteriótipo que os brasileiros atribuem ao cinema francês, pode-se dizer que o filme surpreenderia os incautos. É um grande thriller de suspense com temática social que retrata uma França diferente daquela que todos imaginamos e idealizamos, cheia de contradições e exlclusão. Ao mesmo tempo, um filme que faz refletir sobre até que ponto o desespero pode levar um ser humano e a uma profunda reflexão sobre a ética (ou a falta dela) na sociedade moderna. Mesmo quem não gosta de pensar muito vai se divertir com filme, pois a história é bem montada, o roteiro é eletrizante e a tensão é permanente. Um grande filme, diferente das fórmulas americanizadas e mais inteligível do que o subjetivismo francês.
Acho que por hoje era isso. That's all, folks!
Escrito por Aureliano Buendia às 09h56
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