FILMES, FILMES E MAIS FILMES
Quando tudo parece confuso, quando preciso pensar, quando a necessidade de me sentir no caminho da plenitude urge só há um caminho pra mim. Não, não é a terapia. Eu vou ao cinema. E foi isso que fiz nas duas últimas semanas com a assiduidade que eu gosto de ter para este que é um dos programas mais prazerosos que posso fazer. Sendo assim, mesmo com tantas coisas importantes e profundas latejando na minha cabeça e no meu coração, mesmo com tantos textos melhores e mais interessantes que posso publicar aqui, eu usarei da minha manobra diversionista favorita e vou falar sobre filmes. Não vou falar sobRe todos os filmes que vi, mas apenas dos que merecem menção.
MELINDA & MELINDA
Um filme de Woody Alen sempre é bom, mesmo quando é muito ruim. No caso específico, é bom sendo bom mesmo. Apesar de não contar com a sua atuação, o filme se garante. Um excelente ensaio sobre a tragicomédia que é a vida e sobre como encará-la. A mim marca mais a forma como aborda o individualismo e as "amizades verdadeiras". Vale a pena, não percam.
A CASA DE AREIA E NÉVOA
Este filme é um dos mais fortes que já vi. Um discussão aceRca da identidade humana, das mudanças e das perdas. Tudo isso partindo de uma disputa imobiliária por uma casa. De um lado está a dona, que a perde poR não pagar os impostos, e do outro lado está o Cel. Mossaud Behrani, um ex-ministro do Xá do Irã exilado nos Estados Unidos. O Cel é um personagem forte: trabalha muito para manter um padrão de vida acima do que pode e poder garantir para a filha um bom casamento. Precisa manter a honra e aparência, do ponto de vista de um árabe, é claro. A casa surge como salvação. Tudo se entrelaça de um forma muito densa, a narrativa flui, a tensão é permanente. Uma tragédia e tanto. Não percam. Já está nas locadoras e em cartaz na CCMQ.
BOM DIA, NOITE
Este filme eu vi hoje. Trata-se de uma história de ficção sobre o sequestro e assassinato de Aldo Moro, presidente do PDC italiano, em 1978 pelas Brigadas Vermelhas. O filme é forte, trata dos conflitos de uma sequestradora diante da situação. Sua ligação coma vítima e seu medo de matar. Não entrando no mérito da ridicularização que o filme faz dos comunistas, é um filme muito bem feito e tenso. Vale a pena.
Escrito por Aureliano Buendia às 21h23
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