4x2
Tomaram do Bocca. Que tristeza, minha felicidade futebolística atual é ver o Inter se fudendo. Melhor do que nada.
MÁS NOTÍCIAS
O colega com quem divido apartamento avisou-me de que pretende comprar o seu próprio AP no início do ano que vem. Portanto, completaremos apenas o contrato de um ano. Tenho quatro meses para arranjar oura pessoa que divida o apartamento em que estou comigo, pois não gostaria de sair de lá. Felizmente, a separação não se dará por nenhuma espécie de briga. Já se vão quase 9 meses de convivência e até agora nenhuma discussão. Tranquilidade total. O que, evidentememnte, apenas reforça a minha decepção.
A única coisa chata é que, caso eu precise alugar um AP sozinho, detesto mudança. Dá uma trabalheira. Não sei de quem é a célebre frase "as coisas mais incômodas do mundo são o divórcio e a mudança". Casar eu não vou e mudança de casa eu vou tantar evitar o máximo que puder. Espero que eu consiga resolver isso logo e possa seguir em frente na minha busca incessante por um pouco de estabilidade na vida (coisa que nunca tive). Puxa, tava tudo indo tão bem. Precisarei refazer todos os meus planos pro ano que vem.
Eu pretendia escrever sobre coisas mais reflexivas, mas essa notícia me abalou um pouco. Fica pro próximo post.
That's all folks!
Escrito por Aureliano Buendia às 07h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O ANTI-HERÓI
Nunca tive vocação pra herói. Não, eu não estou falando dos Super Amigos, dos Defensores da Terra, da Liga da Justiça, dos Thundercats ou do X-Men. Falo do herói no sentindo romanesco, o herói trágico, o herói épico ou dramático (pra exemplificar, pela ordem: Édipo, Ulisses e Aureliano Buendía). Se nunca tive vocação pra heróis literários, muito menos vocação ainda tive para heróis cinematográficos ou televisivos, estes últimos sendo os que interessam pra mais esta inútil reflexão. Por isso, sempre tive uma certa tendência a me identificar com os personagens mais pastelões, os perdedores, os nerds e comuns que não representam absolutamente nada do que um adolescente queira ser na vida.
Foi por volta dos 17 anos (por volta mesmo, pois faço aniversário em julho) que conheci aquele que viria a ser o grande herói da minha adolescência, exatamente por ser o modelo do anti-herói televisivo: o protagonista de Anos Incríveis, o incomparável Kevin Arnold.
Kevin era um adolescente comum, cheio de conflitos e sem grandes talentos especiais. Tinha lá suas dificuldades de aceitação e relação, tinha um amigo nerd, um irmão tosco, uma mãe superprotetora, uma irmã hippie, um pai estressado e uma paixão de infância mal resolvida pela maldita Winnie Cooper. Sim, maldita sim.
Winnie Cooper era uma garota volúvel, indecisa e que tratava o pobre do Kevin como um dos seus brinquedinhos guardados no armário, daqueles que ela usava quando não tinha outra opção. Enquanto isso, o coitado do Kevin suspirava de paixão por ela, deixando de lado até mesmo os assédios da bela Madeleine Adams, coisa que ninguém em sã consciência recusaria. O fato é que desde a infância esta menina instável o tratava de uma forma tão injusta que eu acabei projetando nesta personagem toda a minha raiva e indignação quanto ao comportamento feminino.
A história dos dois tem muitas passagens bonitas e românticas. Mas um episódio muito marcante, o mais marcante pra mim (mais até que o episódio final), é aquele em que lá pela oitava série os dois participam do coral da escola. Claro, ele entrou no coral só por causa dela. Um belo dia, durante um apresentação, estão eles cantando e kevin olha pra ela enquanto ela parece retribuir o olhar. A partir daí a cena muda, pois passa a retratar a ilusão de kevin, que começa a se imaginar cantando uma linda música apenas para Winnie e ela cantando em resposta apenas pra ele. Tudo muito lindo, até que Kevin olha pra trás e percebe que a maldita Winnie Cooper estava olhando para outro rapaz, mais velho e evidentemente mais bonito (e que por óbvio não gostava dela como kevin), provocando um anticlímax que qualquer adolescente rejeitado consegue compreender. Eu, por excelência.
Mesmo assim, nosso anti-herói termina a série ainda apaixonado e ligado a esta criatura pelo resto da vida.
Anos Incríveis fez um sucesso estrondoso por isso. Porque retratava um adolescente real. Porque era o oposto do herói ficiconal da televisão. Era alguém palpável, alguém que se parecia com o que éramos.
Por isso sinto tantas saudades dessa série.
PS:E eu ainda caio nas mesmas armadilhas femininas.
Escrito por Aureliano Buendia às 07h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|