Cem Anos de Solidão


RESULTADOS

Uma hora de vôlei e uma hora de futebol de salão. Dois tombos patéticos e 3 gols. Um joelho todo estoprado, inchado e machucado. Esse foi o saldo da minha aventura esportiva de ontem. Mas valeu a pena me divertir com a galera.

De noite, o caarbaré tava ótimo. Muito bom. Também me diverti muito, apesar da dor e  de não poder dançar. Valeu pelas companhias.

No mais, seguindo a vida. Tentando acabar com as procrastinações. E tentando evitar "problemas"... 

 



Escrito por Aureliano Buendia às 15h49
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HOJE É DIA DE FESTA E FUTEBOL (NÃO NECESSARIAMENTE NESTA ORDEM)

Hoje farei a minha primeira perticipação no futeletras, grande evnto esportivo promovido pelo Centro dos Estudantes de Letras todas as sextas feiras. Hei de me divertir. À noite teremos Caarbaré, minha festa favorita. Tudo indica que será um bom dia e uma boa noite. Estarei com os meus amigos, fazendo coisas divertidas. Preciso de mais?

ASSOMBRAÇÕES

Infelizmente, parece que algumas assombrações não deverão sumir da minha vida tão cedo. E ainda me perturbam o muito. Sim, o suficiente pra me deixar mais confuso do que já sou. O duro é saber como conviver com esses fantasmas. Eu os enfrento como posso, mas nesse caso eu não tenho em saído tão bem quanto esperava. Preciso de alguma alternativa.

Alguma sugestão?



Escrito por Aureliano Buendia às 09h18
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BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA

Emocionante. Não há outro adjetivo que descreva melhor a sensação provocada por este grande filme. Cenas ingênuas capazes de nos fazer embargar a voz, cenas fortes que nos deixam com um nó na garganta.

Três adolescentes durante a revolução cultural chinesa tendo suas vidas ligadas pela descoberta da literatura, criando vínculos que mudarão as suas vidas pra sempre. Meu deus. É simplesmente fantástico.

O roteiro é bem trabalhado, os atores dão um show de interpretação, o cenários são fantásticos. O final é simplesmente comovente.

O drama da adolescente diante da escolha que precisa fazer nos conduz a uma tensão icnrível. Não percam, vale a pena. Mesmo.

Ah, antes que eu esqueça: a história só vem pra corroborar minha teoria de que as relações são regidas por algumas leis universais. Não importa aonde e nem quando, seja na frança do século XIX ou na China Maoísta da Revolução Cultural, alguém sempre acaba sobrando...



Escrito por Aureliano Buendia às 09h32
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OUTRA MANHÃ

Faz uma manhã brilhante e ensolarada em Porto Alegre depois de uma noite fresca e muito, muito chuvosa. O dia está realmente bonito e o calor não é (ainda) incômodo pra época do ano em que estamos.

É um dia propício a me sentir bastante confortável, não fosse a quantidade quase absurda de preocupações que tenho na cabeça. Aula, trabalho, APG, DCE, representação discente, meu apartamento.

Sim, esse sim é uma boa notícia. Hoje tem faxina no AP, quando eu chegar em casa o encontrarei incrivelmente limpo. Cheiroso. Arrumado. Organizado. Vai dar gosto de estar em casa. Como se eu tivesse tempo pra fazer isso. Se eu ficar em casa vou é acabar perdendo os raros momentos de lazer que ainda tenho durante a semana.

Hoje pretendo ir ao cinema. Sim, eu sei que estamos plena campanha pro DCE, mas tenho direto à vida própria. Se eu não for hoje o filme vai ter saído de cartaz na semana que vem. Além disso, gastei muitas horas dos meus últimos meses me preocupando com isso. O que inclui muitos finais de semana. Hoje, no fim da tarde, irei assistir a pelo menos um da lista de mais de 10 filmes em cartaz que considero indispensáveis para o meu lazer favorito: ir ao cinema.  

Tenho reunião ao meio dia, tenho reunião no iníico da tarde, tenho aula de tarde, faço um intervalo pro cinema, saio pra campanha e tenho reunião nove da noite de novo. Depois disso? Bem, tenho só umas 200 páginas de leitura por semana para o mestrado. Mas eu teimo em ler coisas fora do currículo, coisa que faço desde os primórdios da minha graduação. Afinal, não dá pra encarar a leitura, que sempre foi um prazer, como uma obrigação. Senão vou ficar de má vontade. Agora leio "Os trabalhadores do Mar", de Victor Hugo (tradução de Machado de Assis).

To com muita vontade de comer bife á milanesa com ovo frito, mas isso faz uma sujeira imensa. Não vou acabar com o meu AP pra realizar essa vontade. Vou ter de dar outro jeito. Sei lá, comprar pelo menos o bife pronto. O então comer na janta uma  a la minuta de bife à milanesa. É, me parece uma boa solução.

Estranho, agora me deu vontade de comer um pão bem quentinho com a manteiga derretendo. hmmmmmmmmmm... Como nos comerciais de TV.

Enfim, não é pra este post fazer sentido. A minha vida tá andando independente das preocupações. Só o que eu queria hoje era me deliciar com uma boa comida, mas vou ter de encarar o RU...



Escrito por Aureliano Buendia às 08h54
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UMA MANHÃ ENTEDIANTE

Nada pra fazer no meu trabalho. Nada pra ler. Nada de interessante na internet. E ainda falta uma hora e meia pra eu sair do trabalho. Fico aqui ouvindo Guns'n Roses, lendo notícias bestas e blogs que eu já li ontem. Pensando na vida, mesmo não tendo muito no que pensar a esta altura do campeonato.

Minha vida está carente de aventuras e emoções fortes. Nos últimos meses passei mais tempo preocupado com problemas de todas as ordens, envolvido com as minhas "poucas" atividades e mal tive tempo de aproveitar como deveria muitas coisas. De certa forma, me sinto meio acomodado, desestimulado em buscar algo que preste. No fim, to é cansado e virando um cagão.

Este mês promete ainda muita atividade, provalvelmente vou me sentir deveras mal por não poder dedicar maus dias inteiros pra campanha do DCE pra cumprir horário aqui sentado sem fazer nada. Pudesse eu estar na rua agora e certamente me sentiria menos entediado.

Afinal, todo mundo sabe que mente ocupada não pensa bobagem.

 



Escrito por Aureliano Buendia às 09h54
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VULNERABILIDADE

Desde que comecei este blog, o meu terceiro, se tornou uma coisa rara postar mais de uma vez por dia (algo que era muito comum nos blogs anteriores) e até mesmo postar todos os dias. Entretanto, dessa vez não posso deixar passar, mesmo correndo o risco de diminuir a média de comentários por posts, o grande alento de qualquer blogueiro que se preze.

Outro dia o meu grande amigo -M-O-X-, em seu excelente blog http://somepills.blogspot.com, escreveu um post bastante subjetivo sobre o tema. Na momento em que o li não me tocou, mas diante do que tem se passado na minha cabeça nos últimos dias e de alguns pensamentos surpreendentes que me assolam, sofri um efeito retardado.

Percebi que estou vulnerável. E, por perceber isso, já considero que alguma scoisas que se passam na minha cabeça são apenas resultados de uma neglicência e imcompetência minha em executar algumas estratégias de defesa.

Primeiro, é preciso saber que emoções não são controláveis, mas são plenamente administráveis. As pessoas tentam se defender da forma errada. Tentam sufocar, sublimar, controlar, submeter. Nessas horas, sempre é bom utilizar analogicamente a terceira lei de Newton: toda ação provoca um reação, na mesma intensidade, mesma direção, só que em sentido contrário. Ou seja, a tentativa de derrotar faz com que o sentimento se torne mais arraigado e presente. Não se derrota um adversário ignorando a sua existência. Assim, o ingênuo e incauto racionalista acaba sendo atropelado pro si mesmo e pelas circusntâncias. E pessoas que agem assim normalmente não sabem lidar com situações em que as emoções emergem.

Não se pode pautar a vida apenas pela racionalidade, muito menos pelo impulso. O jeito é ter uma bem elaborada e estruturada estratégia de contenção. Analisar as cinrcunstâncias. Perceber os sentimentos e impedir seu crescimento evitando situações complicadas. Saber se defender. Mas pra isso é preciso manter uma atenção permanente. Administrá-los. É aí que começa a confusão.

As coisas que me aconteceram este ano me deixaram mais vulnerável do que eu imaginava. Minhas fragilidades ficaram expostas e fui pego de surpresa por algum pensamentos. Será que é uma sensação ilusória, talvez resultado de uma necessidade atávica da humanidade? Ou será que que é verdadeiro?

Fui incopetente nas minhas estratégias de defesa. Estava de salto alto. Pelo menos ainda tenho a capacidade de perceber os rumos que minha mente toma. Será que ainda há volta? Esta pergunta deixo pra vocês, meus caros amigos.

Mas será que eu quero voltar?

 

 

 

Brincadeira. É óbvio que quero voltar. Mas agora já não é mais uma guerra, é uma guerrilha. O inimigo está infiltrado, escondido, incutido. Estou em estado de alerta vermelho.

 



Escrito por Aureliano Buendia às 17h27
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NINGUÉM MERECE

Acordei às 7 horas da manhã do domingo. Tinha que estudar? Sim, mas não foi por isso. Acordar cedo faz bem à saúde? Sim, mas não foi por isso. Tinha compromisso cedo? Não. Então foi por quê?

PORQUE O MEU VIZINHO FILHO-DE-UMA-RONCA-E-FUÇA DO APARTAMENTO DE BAIXO COMEÇOU A DAR MARTELADAS EM SEI LÁ EU O QUÊ A ESSA HORA DA MANHÃ!

Tão logo isso acabou, adivinhem quem resolveu passar na frente do meu prédio? O carro de som do "Fogaçaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa..."  e seu maldito e irritante jingle de campanha. Resolvi, então, tomar uma providência: colocar uma música que me fizesse dormir. Liguei o rádio na 107, minha rádio favorita. Acontece que uma música depois entra um maldito programa de catequese luterana às 7 e meia da manhã. Desesperado, coloquei um CD. Acontece que quando to começando a relaxar pra voltar a dormir falta luz na maldita quadra do meu prédio e eu sou obrigado ainda a ficar ouvindo o sexo matutino dos vizinhos do apartamento de cima.

Só me restou a vingança: liguei o som no volume máximo ouvindo meu CD Iron Maiden assim que luz voltou. O sono já tinha se ido, mas o meu sarcasmo continuou o mesmo.

Ainda tentei fazer outras coisas, mas gastei o resto da manhã no orkut. Ninguém que me interesse está acordado no domingo de manhã. E certamente não perderia horas assistindo ao Esporte Espetacular. 

Depois deste incomum desabafo neste blog, voltemos a falar do abstrato em mais um dos meus posts pretensamentefilosóficos, que hoje terá como tema os

DESEJOS DESTRUTIVOS

Creio que não seja novidade pra ninguém o encantamento causado pela dor e a autodestruição. São coisas que normalmente estão fora de controle e lutar contra elas precisa de um esforço hercúleo, força de vontade e muita, mas muita traquilidade no coração e na mente.

Estes desejos são de várias ordens: fisícos, psicológicos, espirituais. E se materializam de várias formas: drogas, bebidas, nos vícios mais diferentes e, tema que me interessa abordar neste post, nas relações.

Quem nunca esteve a mercê de alguém que propositadamente magoa, alguém que não se importa e não nos respeita, alguém tão egoísta que se diverte com a nossa dor?(algumas exceções, por certo) O interessante disso tudo é que o grau de patologia exacerbado desse tipo de relação provoca uma ligação que chega ao nível do vício na dor, no masoquismo. As pessoas nitidamente sentem prazer no sofrimento emocional a que estão submetidas ao mesmo tempo que se autodestroem e se deprimem. Seguem direto para o fundo do poço sem sequer questionar o que estão fazendo. Acreditam que amam, que estão apaixonadas, que precisam viver as emoções. Na realidade estão viciadas em dor e fracasso, um vício que toda a humanidade tem.

Nem vou em deter em falar dos aspectos destrutivos que emergem em quase todas as relações, pois na maior parte das vezes isso não é regra. Mas vou falar mais um pouco sobre as pessoas amorais.

Imaginem-se numa relação com uma pessoa desprendida de qualquer moral. Uma pessoa que faz o que tem vontade, que não se preocupa com as conseqüências, que se coloca acima de qualquer coisa. Trata-se de uma pessoa livre, não acham? Sim, uma pessoa livre. Porém, também é uma pessoa sem culpa, uma pessoa indonseqünete nas relações, ao mesmo tempo em que é atraente e destrutiva. Ninguém consegue se relacionar forma saudável com uma pessoa sem alguma espécie de moral se rumar diretamente à autodestruição total.

Talvez chegue o dia em que a humanidade se livre desses vícios idiotas. Até lá, os masoquistas de plantão continuarão acredtiando no "amor"e os céticos continuarão se defedendendo. O que importa, no fim das contas, é não se deixar destruir por ninguém.

Será que não é possível encontrar algum afeto não destrutivo?

 



Escrito por Aureliano Buendia às 10h40
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